domingo, 16 de dezembro de 2012

"Demônios"


A única forma de acabar com os "demônios" é reconhecê-los dentro de nós. Que os meus permaneçam adormecidos embora situações provoquem tormentas para despertá-los. Negar isso é não aceitar o anjo que podemos ser na vida dos outros.



Sou uma pessoa que tenho fé num criador, um ser justo, bondoso e inteligente, segundo as obras que ele me apresenta na natureza, e jamais, porque tem isso e aquilo escrito por alguém. Sou capaz de ver sentido e lógica na vida sem que seja alienada a qualquer pensamento antigo. Esses só nos servem de base ao nosso olhar, não podem substituir nossas próprias percepções. “Demônios” santa ignorância, se nós somos dotados de livre arbítrio, podendo dar ênfase ao nosso lado ruim ou bom, segundo nossa sensibilidade, nosso empenho e dedicação em nossas ações e pensamentos. Pôr culpa em um ser demoníaco, pelas atitudes que nós praticamos, geradas por nós é até um crime. Sinceramente tenho pena dessa criatura simbólica, que para mim, foi criada, desde o princípio para esconder o potencial de maldade do indivíduo. Que em processo de humanização não gosta de olhar para si mesmo e se confrontar com seu lado negativo. Na verdade “demônio” (negativo) é o oposto de “Deus” (positivo) dentro de nós, que ninguém nunca quis e até hoje não quer assumir. Sei que como seres de energias, num mundo de energias, somos suscetíveis a influências externas. No entanto, quem cultiva energias boas atraem coisas positivas e da mesma formo seu oposto. Então, seres hipócritas, parem de esconder o lado mal que existe em você. Essa de culpar figuras simbólicas pelas ações que tu praticas, está ultrapassada.  O assuma e lute contra ele com dignidade! Por isso, não critico aqueles que não creem em um criador, os ateus, pois esses, pelo menos, pensam e assumem suas ações. Não importa no que acreditam, importa são suas boas ações e pensamentos. 

Indiferença é um Veneno para a alma









O ser humano mais perigoso não é aquele que odeia, pois, têm sentimentos. Pior são os que são "indiferentes" aos sentimentos alheios. Esses sim são frios, calculistas e preocupantes.

É uma das coisas que me deixa muito magoada. Mas é fato! Não consigo entender pessoas que são indiferentes ao que os outros sentem. Quando analisam seu próximo sempre acham uma justificativa condenatória. Não conseguem enxergar o outro pela perspectiva do outro em sua íntegra. Na minha humilde opinião, só dessa forma nos colocamos no lugar de alguém. Obviamente se fizermos esse exercício sobre nossa ótica com certeza faríamos diferente. Mas o orgulho e o egoísmo não deixam perceber esse sentido de justiça que devemos ter. As pessoas humanas devem ser racionais e realistas sem deixarem de ser sensíveis e emocionais. O raciocínio nos difere dos animais, bem como, a capacidade de sentir, e sentir bons sentimentos.

sábado, 24 de novembro de 2012

Reflexão...






É incrível! Nossas experiências de vida nos esgotam de tal forma, que muitas vezes, quando nos voltamos para nós, percebemos que a cada dia somos um novo eu. Se olharmos para ontem, hoje, não mais nos reconheceremos. Cada momento diário, ações, pensamentos, emoções. Provocadas pelo ambiente, por outros e até por nós mesmo nos transformam. Isso é bom, é sinal que não paramos no tempo e estamos sofrendo o processo natural de crescimento humano.

As pessoas estão tão acostumadas a verem as coisas pelas formas externas, que não conseguem identificar algo bom.  O olhar não é só “espelho da alma”, facilita nossas percepções do que realmente tem valor na existência. Mas poucos “olham” e menos ainda são os que olham e enxergam. Poucos escutam e menos ainda são os que escutam e compreendem. Mas sem problemas, o vento sopra... O dia acorda e dorme... A natureza nos fala e não depende de “olhares”. Ainda bem! 

Sabe quando dá aquela vontade de brincar no parquinho e brincamos e ainda queremos mais! Depois nos sentimos tão tola, mas tão tola, que chega a ser engraçado! Pois é... Em uma determinada fase da vida a coisa ocorre exatamente assim! Tudo tem seu tempo e sua hora, tem quem diga que sempre é tempo, mas não pra tudo. A realidade é outra... Tem coisas que deixamos de fazer ou que muito já fizemos e que hoje temos vontade de fazer. No entanto, é bem melhor ser expectador, apreciar da plateia. Fantasiar de mais é construir obstáculos extras na vida, para nos tirar o sono... Aproveitem seu tempo!

domingo, 11 de novembro de 2012

Reflexão!!


Quando compartilho pensamentos que façam pensar o bem. Isso não quer dizer que eu seja perfeita, que esteja livre da ignorância, que eu não sofra, não tenha meus conflitos exteriores e interiores, ou que seja uma santa. Se fosse, nasceria no mundo dos anjos e não na terra. Mas, apenas creio que devo dividir com meus amigos o que tenho de bom, mesmo que pouco tenha a oferecer. A graça em doar está em dividir o que tens de necessário e não em esperar ter o desnecessário e esse sobrar para só depois dividir, e isso se aplica a tudo, abstrato ou concreto por “minha visão”. Não preciso compartilhar minhas iras, minha indignações, meus sofrimentos, meu amargor, só porque os tenho, os outros não precisam disso, precisam de luz, de sorrir, de esperança, de amor. Eu preciso disso, nós precisamos de sol para existir. Depois, martírios cada um têm o seu. Tenho consciência de que, toda a cruz tem igual peso, pois cada uma foi feita sobre medida de acordo com a capacidade de quem a carrega. Precisamos divulgar e movimentar pelas redes sociais o que falta ao mundo, não aquilo que ele tem de sobra. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Caso Isadora Faber


Preciso escrever sobre isso, a menina Isadora Faber que denunciou sua escola em Florianópolis, nas seguintes questões: Um professor que, desde o início do ano não consegue dominar a turma baderneira. E deixa o restante que quer perdendo seu tempo dentro da sala de aula. Sem que a administração da escola fizesse algo a respeito. Depois ela mostra uma série de reparos que a instituição precisava e não era feita.
Entre tantos comentários, porque o assunto rendeu, teve os dos professores ofendidos. Aí me perguntei, ué! Não é um sujeito cidadão que eles querem formar?. Crítico, construtor e reconstrutor do saber, de mundo? Aí está ele, o sujeito crítico na representação da menina Isadora. E eles fazem o que? Ofendem-se por mostrar uma questão que envolve o profissionalismo e a capacidade de exercer uma função educacional. Perguntei-me também por qual motivo esses, se defenderam, falando dos que são indisciplinares e não deixam os professores fazerem seu trabalho. Mas, ela falou justamente sobre isso.  A reclamação dela é clara! É isso que ela também não está satisfeita. A diferença que, os professores aceitam essa situação. Por receber seu salário no final do mês (salário esse que sempre reclamam que é pouco). E ela não está recebendo o “saber” que vai buscar.
Dá para entender que ela fala em nome daqueles que ficam perdidos na sala de aula, que querem estudar. Não fazendo sentido acrescentar coisas que ela não diz. Sabemos que temos os professores sem domínios em sala, como também temos aqueles que tem domínio, mas não podem fazer um bom trabalho devido a alunos problemáticos. Que o próprio sistema ignora quando não se reúnem e busca soluções para que, essas questões seja solucionadas. Esse que deveria ser o foco dos professores consciente dessa realidade. Professores, vocês não são as únicas vítimas de crianças e adolescentes indisciplinares dentro de sala. Parem de ser egoístas! Há muitos alunos que levam a escola a sério e esses são tão prejudicados quanto vocês, talvez até mais, se pensarem bem e não olharem pra si mesmo!

Ver pelo olhar do outro


As pessoas deviam compreender que jamais poderão dar uma opinião sadia para os fatos, se elas não tomarem distanciamento das suas próprias frustações e ideias alienadas, se elas não se distanciarem dos seus próprios conceitos jamais serão justas nas suas assimilações de saberes. Deveriam buscar compreensão pela atitude do outro se apossando do olhar dele, não dos seus. Justo que não é o seu que está em observação e sim o do outro. 

sábado, 11 de agosto de 2012

“A túnica inconsútil”





“ A túnica usada por Jesus era inconsútil: não tinha costuras.
Queremos nessa particularidade da veste do Senhor um símbolo sugestivo que se aplica a sua Doutrina.
O Cristianismo é um corpo doutrinário sem remendos, sem peças justapostas. É um todo harmônico, inteiriço perfeito. A moral do crucificado não tem aspectos divergentes, não tem ambiguidades. Não tem contradições. É uma moral pura, sã, completa, imaculada. O verbo de Deus encarnado não emitiu sons discordantes, não enunciou frases dúbias, não articulou palavras ocas, não produziu ecos confusos. Foi claro, conciso, congruente, positivo e firme.
Donde vêm, então, as intermináveis cisões entre os credos que militam sob a rubrica do Cristianismo? Donde vem essa confusão que lavra do seio dessas igrejas que se dizem cristãs, adotando doutrinas e princípios heterogêneos? Donde vem essa rivalidade entre aqueles que deveriam ser exemplo cordura, de harmonia e de paz?
A rivalidade, a confusão, o cisma vem da ignorância, do orgulho e do preconceito dessas igrejas que, do Cristianismo, tomaram somente o título. Tem origem na ambição no egoísmo insondável do homem, que tudo procura amoldar as exigências insaciáveis de seus mesquinhos interesses. Funda-se, finalmente, no fato dessas religiões não haverem ainda descoberto que a túnica do mestre era inconsútil, não tinha costuras, não era composta de pedaços, mas representava um todo completo, rematado, perfeito. Tais predicados caracterizavam o Cristianismo de Jesus.
Em quanto as igrejas se digladiarem estarão com isso, demonstrando cabalmente não haverem atingido o ideal sublime dá igreja do amor.
A túnica do príncipe das trevas é composta de retalhos e fragmentos, de tira justa posta. É a figura da confusão, da desarmonia, das rivalidades infindáveis, das separações, das hostilidades.
A túnica do príncipe da paz é inconsútil não tem costura para forçar a adesão de retalhos, de partes entre si destacadas. É a imagem da harmonia, o símbolo da verdade, a alegoria da união integral e perfeita, o emblema da confraternização irmanando os homes numa só e única família.”

(Nas pegadas do Mestre – Vinícius)









Ás vezes cansa...



Às vezes cansa você olhar com olhar de sol...
Até o sol cansa quando dá lugar para as nuvens...
Mas ele não deixa de ser ele.
Está lá, é sua natureza emanar luz, calor.
Mesmo quando se esconde por trás das nuvens.

Às vezes cansa...


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Em resposta...o amor tem única forma.


Eu gostei das tuas colocações apenas discordo quando “afirma” que não há amor à primeira vista. Então, é o mesmo que dizer que não há antipatias à primeira vista. Eu já amei a primeira vista, não pude viver esse amor, nem saber sua intensidade ou se resistiria às forças externas da alma: o materialismo, o capitalismo e o cotidiano, as grandes calorias que secam as plantinhas. Mas já o senti, aquele olhar que te puxa e foca o teu. Aquele olhar que te envolve em encantamentos e vontades de conhecer como única satisfação do teu prazer, o estar próximo.
Em fim, poderia ficar aqui descrevendo o “sentimento” puro, ingênuo e sonhador do amor à primeira vista. Mas escreveria um livro (risos). Retomando: muitos de nós já, não só esbarrou em seu primeiro amor como esbarrou na jornada da vida com algum indivíduo antipático. Com alguém o qual nos causasse alguma repulsa ou mal estar sem se quer conhecer. Aliás, com certeza que jamais teria vontade para isso. Bom, eu até teria minhas explicações para isso, mas envolveria crenças, daí o assunto seria uma enciclopédia. Voltemos:
Você nos colocou que o amor “existe em muitas formas”. Na verdade creio que isso não é coerente. O amor existe de uma “única” forma. O que ocorre é que, as pessoas o vivem de formas diferentes. De forma equivocada talvez, achando que ele é um estado físico, certinho e muitas vezes que têm de ser recíproco, que é dissolúvel.  Os tomam por banalidade ou por uma paixão (forças de atração mais física de que espiritual), de forma vulgar achando que ele, o amor, é sinônimo de sexo (interação de prazer corporal entre dois ou mais corpos que pode ou não complementar a relação de quem se ama, a fim de manifestar emoções internas). O amor é fraterno e para existir tem de vir de dentro, ser teu e pleno, indefere do sentir do outro! Amor mútuo é amor de dois, não é o amor. A forma como conduzimos e vivemos esse amor que muda. Resumindo teu texto nos diz que falta se preservar e resgatar a sensibilidade humana para suas ações melhorarem. Dar mais significado aquilo que vivem. 

Sacrifício de Cristo, salvação de que?


"se o sacrifício do salvador não é suficiente para pagar a minha entrada para vida eterna o que preciso ainda fazer?”

Acha justo, Jesus ter pagado no passado, ações que realizamos hoje, para ser salvo? Só se essa vida eterna do que ele fala foi à permissão para nossos espíritos ir e vir, reencarnar. E não como bastasse crer para ser salvos? Aliás, salvo de que? De nós mesmos?

Com certeza ele se referiu a ser salvo do mundo material, da vida na terra. Tendo a entrada no "seu" mundo espiritual. No entanto essa entrada depende dos "nossos" "maus ou bons sentimentos", não do certo e errado que é cultural e diferencia um dos outros. 

De certa forma tendo a oportunidade de repararmos e crescermos espiritualmente nesse processo de ir e vir no mundo, fomos salvo. Ou seja, temos chance de ser essência, nos melhorar, fazer o bem e reparar o mal que possamos ter feito em vidas anteriores. Mas isso não indica que nada temos a fazer. Que é só agir dentro de regras culturais, lendo livros bíblicos, achando que já se foi salvos pelo sacrifício de Cristo. Não! Continue cuidando do que sente, do que faz e o que faz o outro sentir, daquilo que pensa e do que realiza. Já está salvo sim, para a vida eterna, do espírito. Mas vai continuar "colhendo aquilo que planta". Porque uma vez salvo ganhamos a vida do espírito. Ele não morre com o corpo, essa é a salvação que Cristo nos deu. Dar essa oportunidade é propor nossa salvação. Cristo morreu em corpo, renasceu em espírito e apareceu a seus apóstolos, sim! Apenas contaram a parte de Thomé, do tocá-lo por causa dos cristãos materialistas. O que eles diriam se dissessem que ele lhes aparecera de outra forma que não na carne? No mínimo que era o demônio para nos desviar do caminho...aff...lógico isso!


terça-feira, 24 de julho de 2012

Refletindo:


Alguém me disseque no "mundo Histórico só ocorreu desgraça. E quem via o bom não enxergava um palmo na frente do nariz". (risos).

Com certeza nele ocorreram muitas coisas boas, não só desgraça. Mas uma coisa é certa: De fato, tem muitos que não enxergam um "palmo" na frente do nariz. Sabe por quê? Porque a sua visão de mundo é limitada. Não ultrapassa esse palmo. Mas eu não vejo problema nisso. O problema são esses acharem que o mundo só tem essa distância.  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Conversa de crenças...



Não creio em reencarnação. Se eu crer nisso, a minha esperança de um mundo novo se acaba, pois Jesus não vai precisar vir cumprir sua promessa.” .
Respeito! Só não entendo essa colocação. Por que ainda depois de tudo que Jesus passou no mundo. Devemos esperar que ele volte ou que cumpra alguma promessa. Não foi o suficiente seu sacrifício para vir aqui falar de Deus para nós, como deveríamos agir na vida diante daqueles com quem convivemos. Quer ainda que ele se materialize e “venha a nós”? Não deveríamos nós ir ao seu reino em respeito, gratidão e reconhecimento de tudo que ele viveu por nós? Não deveríamos nós agora cumprir nossa promessa de sermos dignos dos ensinos dele? Têm certeza disso? Acontece que alguns acham que Jesus tem que vir até nós. E eu já acho que nós devemos ir até ele. Se eu não acreditasse em reencarnação faria do mundo um inferno, usaria do "dente por dente olho por olho" junto com os demais insanos que existem no mundo. Principalmente porque enxergo a nós como eternos pecadores. Se nós nos julgarmos sem piedade, iremos admitir que, por melhor que tentamos viver em comunhão com nossa fé, há uma necessidade grande de muitas lições ainda a se aprender. Que nos leve a sentir "honestamente"  ser dignos de se chamar filhos de um criador tão adorável e admirável.Como o criador da vida, da natureza.
Por melhor que seja nossa conduta, nossas ações,  ou o deixar de fazer coisas boas, nos incriminam pela interpretação dos antigos escritos, porque nossos pensamentos pecam. A minha diferença de quem não acredita em reencarnação é que eu não me importo "com as coisas desse mundo" a ponto de renegar a inteligência e o mundo divino. Tudo é minha mente, minhas ações e minha ações estão nela é ela quem eu sou, não meu corpo, esse só permite que eu perceba as coisas por meio dele. Mas ele envelhece e morre minha mente renova e vive.



domingo, 22 de julho de 2012

Oração:



Senhor criador da natureza. 
Que nossas dores e conflitos fiquem sempre conosco. 
Nos dê forças e sabedoria para que, evitemos lançar junto aqueles com quem compartilhamos ideias ruins. Que o amargo que possa existir nas nossas vidas não contamine aqueles com quem convivemos, não importa por qual meio. 
Ajuda-nos sempre a ver o lado bom da vida mesmo que esse esteja longe de nosso alcance. 
Ajuda-nos a emanar doçura, humor e ideias iluminadas quando nos for oportunizado.
Ajuda-nos a guardar nossos pesos e mostrar leveza sempre. 
Guardar aquilo que nos assola o coração não é hipocrisia é fazer ao outro o que queríamos para nós. É emanar o bem que com certeza cedo ou tarde refletirá em nós e dissipará o mal que nos ensina até que aprendamos a viver pela fraternidade e pelo espírito. 

sábado, 21 de julho de 2012

Uma única vida...diz a Bíblia



Em que acreditavam na época, como significavam as coisas da vida. Se hoje, já há uma resistência de aceitarem o mundo de Cristo, o mundo Divino. De acreditar no próprio Deus criador, diante de tantas reflexões e clarezas. Quem dirá naquela época que essa passagem foi escrita.
Bom, acho muito proveitoso nós nos concentrarmos naquilo que escreveram e que envolve diretamente o mestre. E ainda assim, refletirmos se ele teria feito ou dito aquilo, segundo nosso sentir sobre ele. Pensar se ele teria dito, faria ou não aquilo. Só assim, podemos aproveitar algo para nossa conceituação.
Nossa fé tem que existir, por acreditarmos em primeiro lugar no criador e por um único motivo: acreditar na vida, na natureza e em tudo que há nela como obra inteligente e divina. Acreditar em Cristo, naquilo que sua passagem no mundo deixou registrado é “complemento”. E não pode ser contrário, nele depois em Deus. O próprio Cristo disse: “Amai a Deus sobre todas (todas) as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Amamos a Deus quando acreditamos, zelamos e nos encantamos com o que criou e tudo que essa criação nos oferece de bom e de bem. Amamos ao próximo quando faríamos a eles tudo que faríamos para nós. Aí está o bem, a bondade, a fraternidade, o amor e a salvação. E todas as leis e todos os profetas, isso também está nos registros.
Quando os seus seguidores indagavam Jesus sobre coisas que não compreendiam, ele dizia como disse a Nicodemos, você não entende as coisas da terra como queres conhecer a do ceu? Difícil para Jesus falar sobre as coisas divinas seria o mesmo falar de forma intelectual hoje aos leigos.
Se naquela época nem com tanta manifestação de amor que Cristo demonstrou, ainda assim, o povo ao escolher quem ia ser morto escolheu quem: ele. Então, "uma única vida e o juízo" de certa forma é isso que acontece. A cada vida um corpo, um juízo. Morremos e logo somos julgados por nós mesmos e nossas ações pq é o que somos. Sendo maus imediatamente vamos para um lugar ruim viver em tormentos até que, peçamos piedade e reconheçamos o mal. Se bons vamos a um lugar bom, tratados, nos harmonizar com nossa essência.  Verificar em que, poderíamos ter sido melhores e as dividas que contraímos tentando acertar. O mau uso que fizemos das coisas materiais, em fim. Aprendemos um pouco mais para compartilhar.
Tanto um quanto o outro volta para continuar sua missão de aprimoramento. Mais uma vida, mais um juízo. Até que todos cheguem a um estado angelical. Assim como Jesus tinha sua missão, teve sua cruz para carregar no mundo, cada um de nós também a temos. Assim como seu espírito viveu após a morte do corpo, o nosso também vive, assim como ele não era rei nesse mundo, nós também não somos súditos nesse mundo e por aí vai. 
Digamos que nós temos uma grande chance de sermos os espíritos que se rebelaram contra Deus. O mundo, ou os mundos, é nossa prisão, apenas essa prisão é reparadora. Como deveriam ser os cárceres públicos e não é, reconstituir o indivíduo para aprender viver em sociedade.  E esse Pai não abandonou aos filhos rebeldes quer nos recuperar, quer nos ensinar a viver em irmandade.  Para isso ainda temos muitos e muitos viver e juízos.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Me perguntaram:



Porque que Deus, já que tem poder de organizar, não coloca só crianças em bons lares e com bons pais ou com pais?
Primeiro queria te dizer que o fato de Deus ter organizado a vida na terra, quem sabe no universo com sua inteligência, que comparada a nossa é um átomo (pq desconheço algo menor...rsrs). Não quer dizer que ele decide as coisas por nós. Quando um bb vai para uma família de lá do mundo espiritual, não é Deus que determina. Mas sim, o próprio indivíduo que precisa dessa família para aprender mais, ele poderá ter algo a resgatar, pagar ou aprender a lidar nessa vida, nessa relação. Exatamente naquela condição que estão naquele momento. Ou aquela condição já dá a ideia, pelos elos que criou entre os membros existentes, os caminhos prováveis que irá leva-lo dentro daquele grupo que já lhe era antes compatível.  Os trabalhadores espirituais e divinos, juntamente com esse indivíduo, já preveem resultados para esse renascimento. Espera-se quando esse bb chegue para essa família tudo de bom, que ela se limpe dos erros, se sensibilize, se transforme para o bem, para o esforço pessoal, grupal, para o amor e para as melhoras como indivíduo humano. Por isso a crença que, a chegada de um bb é sempre uma benção em qualquer lar. Em qualquer lugar perfeito ou imperfeito.
Em resumo, Deus não decide nada mesmo, ele só permite, porque há toda uma organização elaborada, para que nós nos aperfeiçoemos. Somos uma criação ainda inacabada e não por incapacidade do criador, mas por sua vontade.  Criou criaturas a serem desenvolvidas de formas individuais que devem chegar a si mesmo pelo bulir de suas limitações, prazeres e satisfações. Que devem se encontrar e compreender por si só e por suas vivencias no mundo corporal. Que devem aprender a se amarem mutuamente como única família espiritual de irmãos. No mundo de Deus não há grupos, há um único grupo de luz, de sabedoria inimaginável por nós e único de irmãos fraternos. Precisamos entender com a maturação de nossa compreensão esse fator, mas para isso precisamos nos desprender daquilo que putrifica.  Do externo, do que se corrompe, deteriora e se desfaz com a morte do corpo, ou com a ação do tempo aqui. Considerando apenas tudo aquilo que de fato permanece em nós, que não nos faz egoísta e materialista. Não somos aquilo que enxergamos, meros humanos mortais, mas aquilo que sentimos. Que é quem nos personifica em nossas ações.  

Vida e seus mistérios...



Quando viemos ao mundo, viemos com uma bagagem de saberes e sentimentos vivenciado em outras vidas. Isso explica nessa geração crianças com desenvolvimentos psicológicos aquém de suas capacidades biológicas e físicas. Com desenvolvimentos psicomotores surpreendentes, demonstrando saberes da linguagem musical, verbal, escrita, entre outras.  Com habilidades de instrumentos sem se quer ter tido aulas sobre isso. De onde vêm esses conhecimentos inatos e que surgem espontaneamente? Esse é privilegiado? Jamais! Deus não é injusto!  Se alguém tem mérito é aproveitamento do próprio indivíduo ao longo de suas várias oportunidades de vidas corporais. Se esse desenvolveu certa habilidade foi porque a vivenciou. Hoje se sabe que a aprendizagem humana ocorre de forma a fazer parte do individuo pela prática que esse tem. Como uma criança de quatro anos, por exemplo, poderia manifestar conhecimentos em um piano sem nunca ter tido aulas, além de que, não está com seus processos mentais, ou seja, seu corpo físico preparado para tal feito?
Alguns dizem, mas eu lembraria se tivesse vivido outras vidas? Ora, poucos lembram o que comeram ontem!
Claro que a lembrança não pode ser viva sempre, as células do corpo físico crescem depois fazem o papel reverso. Perdemos muitas lembranças do que vivemos pela maturação do corpo, mas tudo que sentimos ao vivê-las está em nós. Será esse sentido que nos formará a personalidade. Assim, ao viver com plenitude é preciso sentir as coisas, são os sentimentos, os sentidos que nos fazem dar as respostas a todas as nossas ações. Não somos o que fazemos, somos o que sentimos e consequentemente o que pensamos. Nem sempre agimos como sentimos. Serão ou não essas ações práticas que irão nos entregar se somos bons ou maus filhos de Deus e nos direcionar a ele.
Deus só nos revela as coisas que precisamos saber e que podemos modificar ou compreender. Pois, nem todos estão preparados e essas revelações sempre são sutis nunca por alarde recebemos revelações segundo nossa capacidade purificada de manter contado com o mundo divino. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Falta sensibilidade...




Eu curto falar a fé no sentido de que ela possa influenciar nas nossas práticas, nas nossas ações como pessoas, que deveriam ser humanas, ou seja, não só racional, mas principalmente emocional. Se, ser humano se definisse só pela racionalidade, psicopata não seria exaltado pela sua inteligência. Era isso que Cristo demonstrou que era ser útil, desenvolvermos essa capacidade de nos reunir e trocar experiências sobre nossos sentimentos e nossas ações. E não só sobre as ações dos outros. Só assim nossas práticas podem ser melhoradas.

Pensando...



Ao longo do tempo vamos vivenciando e experimentando coisas embaladas por emoções e sensações boas e ruins.  Não percebemos, mas, transformações estão ocorrendo aos poucos a cada ar que respiramos. E só lá adiante... Bem lá adiante é que nos damos conta disso. Algumas vezes até nos assustamos com a imagem que vemos de nós mesmo no espelho da vida. Tudo que passamos de alguma forma nos toca. Todos os nossos sentidos passam por uma espécie de toque na alma. Ao longo da vida conseguimos por nós mesmos criar conceitos e convicções com base nos diferentes saberes dos quais nos apropriamos. E lá adiante percebemos que esses ainda não foram concluídos, alguns se desfazem com um sopro de vento, outros se renovam e há também aqueles que fazem parte de nós e se aprimoram. O bacana de tudo isso é que, quando você se reconhece como um ser que pensa e não como um ser estacionário no tempo e espaço que ocupa. Você vive você se move, você atua, você coopera, você se sente existir, se sente algumas vezes estranho, mas vivo! Tendo a certeza de que, quanto mais saberes nós nos apropriamos, mais conhecemos a importância de nos reconhecer como “eternos ignorantes”. 

Revelação Sutil


Os olhos identificam a imagem pelo qual seu interno se atrai. Quem não enxerga convive com seu interno e mesmo assim conseguiria com a sensibilidade da pele identificar sua atração mais profunda.  Tudo gira na sensibilidade do ser interior que cada um de nós guarda dentro do corpo que ocupa. A atração por aquilo que seu interno clama, não importa por qual meio consiga demonstrá-lo ou senti-lo, é transparente sempre, mesmo que a esconda. Cada imagem que curtimos mostra um pouquinho de nós mesmo. Assim ocorre com as palavras e as ideias as quais compartilhamos. Não é preciso ser um conhecedor da mente humana para constatar essa peculiaridade. Você se revela um pouco sempre quando se comunica. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Falta de Percepção: põe a perder o Vir a Ser Humano


Muito indignada nesse exato momento, tive que largar o que fazia para desabafar. Embora esteja cansada de saber que, sempre me arrependo quando levada pelo impulso, mas dane-se!
Então, quando nos dedicamos a uma causa, seja ela qualquer, como compartilhar ideias em um grupo de pessoas que tem sempre algo a questionar, a dizer, a passar e repassar. Que nos sirva de apoio a novas reflexões. Eu levo extremamente a sério, são meus amigos! São meus parceiros na caminhada pelo mundo das relações! Aliás, creio que levo a vida a sério de mais, por isso às vezes procuro transparecer um pouco brincalhona nas minhas exposições para suavizar essa característica. Embora que, o máximo que chego a levar o outro a me entender muitas vezes, é me ver como uma pessoa irônica ou dotada de um humor sarcástico. Mas tudo bem, impressões são pessoais! Vamos lá, ao assunto! Quando estamos frequentemente com um grupo de pessoas, temos linhas de pensar diferentes, esse é o atrativo. Quando consideramos essas pessoas que estão presentes e sempre ativas, sugerindo propostas ou colaborando nas propostas oferecidas pelos outros, devemos buscar zelar por elas. O meu objetivo sempre é interagir com todos, mesmo que, o assunto seja algo que pra mim não tenha tanto valor. Mas penso que, temos que ser participativos na maioria das vezes mais pelo interesse do outro no que no nosso próprio. Normalmente é assim, que muitas coisas curiosas e fora do nosso alcance de visão, nos pode ser revelada de forma espontânea, mas providencial.
Se um de nossos companheiros de discussão põe em pauta um tema é porque esse tem de fato interesse nessa reflexão, por que não contribuir? Se eu lanço uma chamada a eles, também tenho a mesma intenção, saber o que pensam sobre é importante pra mim! Aí é o que me indigna, pois esses, em sua maioria, pelo que venho percebendo, adoram ter respostas aos seus questionamentos, mas não tem o cuidado de dar àqueles, que consigo compartilham ideias, igual interação. Fica um só: “vem a nós o vosso reino”. E acho isso de uma insensibilidade tamanha, principalmente para aqueles que, querem possuir entendimentos que ultrapassam a vida na terra, coisas da divindade e de sentidos da fé cristã. Pra mim são reflexos de pessoas orgulhosas que vivem para buscar entender coisas olhando para seu próprio umbigo.Seus movimentos reflexivos tão iluminados vão sofrer influência em movimento circular!Iniciar e voltar ao mesmo ponto de partida!
Fico pensando, cá na minha maturidade incompleta aos meus quarenta e dois anos com bagagens esfarrapadas, pesadas, de valor dobrado, na mente dos homens! Quão insanos somos sem se quer nos esforçar para perceber! Como podemos querer entender a Deus e as coisas dele se não conseguimos perceber disparidades em nós mesmos?Como entender a um criador de tal grandeza sem antes reconhecer falhas pequenas de atitudes em nosso comportamento?Isso é quase impossível! Precisamos nos conhecer antes de qualquer coisa, tentar ao menos!Eu fico P da vida comigo cada vez que vou progressivamente me conhecendo, algo que extremamente me incomoda, e que ainda não domino, é deixar minhas ideias nascerem como filhotes de coelhos. Gostaria nesse momento de clamar a quem por ventura aqui passar, um apelo: Valorize a comunicação humana, essa é de grande valor na busca pela humanização da nossa espécie. Assim, vamos tentar aproveitar quando em torno de nós aparecem pessoas dispostas a compartilhar e interagir ideias significativas. Porque infelizmente pelas variedades de meios de comunicação possíveis hoje em dia, essa essência tem se perdido. Os meios maravilhosos criados pela tecnologia da comunicação, os quais nos permite relacionar com diferentes pessoas de diferentes lugares, tem sido usado para vulgarizar relações e não aprimorá-las, o que é uma lástima!Acabam por fazer calar, excluir, quando deveriam fazer falar, agregar. Eu fico tentada às vezes a não dar opinião, ficar na minha, mas... Creio:

“O voto de silêncio absoluto, como o de isolamento, impede o homem das relações sociais que proporcionam ocasiões de fazer o bem e cumprir a lei do progresso.” Kardec/L.E

Odeiem-me, critiquem, analisem minhas falhas que devem ser muitas... Mas compartilhem comigo, sou a principal interessada, mas faça isso com muita atenção!Ao contrário do que pensam muitos, essa ação me ajuda a lutar a favor da lapidação da minha ignorância!

domingo, 1 de abril de 2012

Aceitar as diferenças é respeitar aos diferentes, sem que deixem de ser nossos iguais.


Alguns costumam chamar aqueles que não são religiosos ou pertencentes à outra religião que não a sua de: descrentes, hereges, perdidos, anticristo, errados, pecadores, condenados, entre outros. Ou seja, discriminam! Ponto que, a meu ver não faz sentido para uma personalidade cristã!Que é tentar ser humano e praticar paz através do sentimento do amor.
Então, cada instituição religiosa possui suas diferenças segundo suas interpretações bíblicas, ou, melhor dizendo, segundo o foco em essência que dão para algumas passagens em específico dentro dela.

Cada uma trás um sentido diferente para a "palavra de Jesus" dentro dos textos que perpetuaram no tempo, segundo a história assim se supõe, pois esses textos passaram por traduções, provém de outra linguagem, de outra cultura e sociedade, por tanto, passiva de ter sofrido adulterações no sentido original das mensagens. Conservemos aquilo que podemos retirar em essência para luz das nossas reflexões. De forma a utilizar essas na nossa realidade atual. Para compreender as relações e o mundo em que vivemos. O resto são vestígios de práticas sociais utilizadas na época em que os fatos descritos se passaram. Não deve ser considerada, pois essas faziam parte daquele tempo e de outro grupo social e cultural. Hoje, temos outro entendimento do processo das coisas, devido ao expansivo poder compreensivo, reflexivo e investigativo que desenvolvemos no nosso aprimoramento humano. A história nos mostra isso em tudo que venhamos a acompanhar. Exemplo, cada país, sociedade, tem conceitos e entendimentos diferentes das coisas segundo o tempo em que vivem. Porque deveríamos levar ao pé da letra formas de viver de séculos atrás?Só porque está descrita dentro dos registros bíblicos, porque aparece junto ao relato da suposta passagem do filho de Deus pela terra, suposto sim, pois há os que creem nisso e os que não creem e esses têm seus motivos para isso. É a história de um povo antigo registrada em folhas, assim, como qualquer outro registro. O que faz essas palavras sagradas ou não, são cada um de nós. Isso deve ficar bem claro, para que possamos respeitar uns aos outros!
Com relação às diferenças doutrinárias das religiões, existem porque há diferentes pessoas e entendimento para as coisas, pegando cada uma delas e comparando com a mesma congregação em outros países, de outras culturas, teremos ainda mais diferenças. A diferença faz parte do mundo. E deve ser respeitada. O que se deve ter controle é dos abusos, imposições, atitudes de cada grupo para com os outros, que não firam os direitos coletivos ou individuais de seus opostos. Bom!

Com base nisso, gostaria de ressaltar que, não se deixa de ter ou não fé, crer ou não crer, por não ser religioso ou não pertencer a uma instituição religiosa, porque a fé como tudo no mundo carrega diferenças. Ter fé não significa só à pessoa ser religiosa, a palavra exprime outros entendimentos e sentido. Seu sinônimo é crer, acreditar. Se um indivíduo acredita em si mesmo, ele tem fé.
Instituições religiosas são como comunidades específicas que reúnem um determinado grupo de mesma crença, de mesma fé, contendo indivíduos que se identificam pela ideologia. E que se mantém pelas afinidades de pensamento que compartilham.  Assim, quem pertence a uma, não pode desmerecer a outra ou aquele que não pertence a nenhuma. Apenas não comungam de iguais ideias, tem diferente pensar, mas qual o problema, não somos diferentes uns dos outros? Aceitar as diferenças é fazê-los em todos os sentidos. Aceitar as diferenças em todos os sentidos é não ser preconceituoso. É amar ao próximo como a si mesmo. 
Fala-se muito hoje, e é uma luta maravilhosa, em inclusão de indivíduos especiais que possuem diferenças física, psicológicas, genéticas, cognitivas, em fim. Entretanto muitos desses, ao mesmo tempo, acham um absurdo os indivíduos pensarem diferente, ter outros conceitos de fé, comportamento, preferências que não sejam as suas. Ora! Ora! Ou respeitamos as escolhas, aceitamos as diferenças e aprendemos a nos posicionar com o intuito de interação produtiva com o outro ou nos assumimos como preconceituosos e hipócritas. 

Muitos já me perguntaram se em todas as interpretações sobre Jesus, ele em si, nos orienta a simplicidade, humildade e justiça, ao amor, ao desfazer do orgulho, ao ostentar arrogância, soberba, manda refletir julgamentos e condenações. Como podem elementos reunir-se numa instituição que explora a fé que se aproveita da crença alheia para construir templos grandiosos, ganhar status, poder e domínio. Que ostentam riquezas e exaltam mais a materialidade do que a espiritualidade que é a alma da definição religiosa. Mesmo diante das misérias no mundo que poderiam amenizar com esses gastos supérfluos, os quais arrumam pretextos dos mais diversos para justificar esses excessos?
Eu costumo responder a esse questionamento de forma simples,embora também já o fiz em meio a muita estranheza com as contradições, posso dizer que custei para elaborar meus próprios conceitos sobre, mas cheguei lá mantendo um olhar aberto, sem limites. Em nome da minha busca pela libertação de preconceitos, tabus e moralidade sem sentido para compreensão das ações humanas, principalmente as minhas. No intuito de aceitar a mim mesma, meus diferentes de todas as formas e entender nosso significado na existência. Concluí que, essas diferentes instituições religiosas existem justamente porque existem diferentes pessoas, Ora! E essas se diferenciam em compreensão segundo suas visões, criadas ao longo da construção de sua personalidade no tempo. Aceitam as justificativas dos exploradores por ver razões nelas, ou melhor, agiriam da mesma forma no lugar deles. Se um membro de uma religião, diante da miséria do mundo, não se envergonha em orar em templos grandiosos, acham que isso é útil para fé, esquecendo-se de Jesus na sua simplicidade. Porque essas são tão soberbas quanto seus líderes, mesmo as que são leigas,não refletem, são de certa forma como eles, pois essas se identificam nesse lugar com esse líder. Por esse olhar, talvez religiões nesse perfil não explorem a fé em nome de bens materiais. Porque aqueles que vemos como explorados não se veem dessa forma. Veem-se colaborando com ações nas quais eles apoiam, acreditam e acham justas. Embora nós não vejamos! Pensando como respeitadores das diferenças, temos de entender, que os líderes religiosos apenas dão uma opção de cultuar, de praticar e usar a fé aos diferentes indivíduos. Esse ao se identificar com uma instituição religiosa acaba por fazer parte dela, por compactuar com o que é oferecido, com suas regras, formas e sistemas. Pensa similar aos líderes, acordam e acham normal sua atitude porque se fossem esses fariam o mesmo. Nesse olhar, não há vitimas, não há exploração, não há instituição errada, apenas um grupo certo que pensa diferente do meu pensar do que é certo. O fato de eu não me identificar com algumas lideranças religiosas, achar errado, trata da minha verdade e essa não faz a do outro errado, apenas "eu não me encaixo nessas verdades". Por isso há várias religiões e todas elas devem ser respeitadas bem como cada elemento dentro dessas, pois esses se sentem acolhido e responde ao ambiente que lhe é compatível segundo seu nível de pensamento, de entendimento de mundo. O que importa é que objetivo seja o mesmo, ter fé em algo para melhorarem a sua vida, as suas ações e porque não o mundo.
Tentando entender o universo dessa questão, entender essas ocorrências, conseguimos entender somente uma coisa, a nós mesmos. Na verdade, pensando bem, sem os "supostos" erros, não se chegaria aos "supostos" acertos. Sem as supostas mentiras, não existiriam as supostas verdades. Sem o mal não buscaríamos o bem. Sem o negativo não identificaríamos o positivo. O antônimo não existiria sem o sinônimo. E assim por diante...
Percebam que, o oposto, as diferenças, as comparações, tudo é necessário como referência na aprendizagem cognitiva. Então, tenhamos fé cada um a nossa maneira!
Ninguém, por mais diplomas que acumulem na vida, por mais conhecimento que sua mente possa armazenar ao longo dela. Nunca saberá tudo! Nunca penses que viveu tudo. Porque tudo é como o infinito e para chegar a ele, conhecê-lo, teríamos de possuir um processo mental desenvolvido que ultrapassasse os limite da matéria, daquilo que vemos,compreendemos e passa a existir pra nós. A própria matéria nos impede disso, nos encarcera. E a limitação dos pensamentos que nós colocamos em nós mesmos, convictos de conclusões invioláveis. Limitam também nosso saber. Não percebemos que o espaço que ocupamos na existência, nos condiciona, por maior que seja não é o mundo todo, não é o infinito. Por tanto, não sejamos orgulhosos!Sempre teremos coisas, a saber, a compreender!

domingo, 18 de março de 2012

Pode se acreditar em Deus, sem acreditar nele!

Crer, é acreditar em algo, algo que nos afirma como existentes no mundo. Algo que se espera, mesmo que apenas no hoje. Algo que se quer muito, algo que está na sua determinação em viver e conservar aquilo que desejas. Sentimento de apoio quando se ama, quando se sofre. Assim, não importa em que sua crença se apoie. Importa é que ela existe porque nós existimos e precisamos crer em nós mesmo, em primeiro lugar. Não importa se tua crença seja no nada, em deuses ou em Deus. Importa que a tenha, pois se á tem, tens sentimentos além daquilo que sua capacidade de percepção existencial do momento te faz alcançar.
Dizem os ateus que não tem fé e não acreditam em nada divino, a palavra significa que não acreditam em Deus, que não creem. Isso não é verdade!Não sabem! Mas acreditam nele sem que saibam. Segundo meu olhar.
Pegando os bons homens ateus,os sociáveis, esses acreditam em si mesmo, lutam na vida com dignidade, olham por aqueles que os rodeiam, amam, sofrem, buscam viver bem e se relacionar bem com o mundo e as coisas dele.
Se respeitarem o mundo e todas as coisas naturais que há nele, as relações, admirarem, usufruírem e as cuidarem. Acreditarem no seu valor para a vida e para sua vida. É dotado de fé, apenas não atribuem esse sentimento puro a um criador de tudo isso. O que também não importa, pois isso, não faz diferença. Deus não quer méritos, quer resultados,apenas quer ver crescer os seres como seus filhos. Quer que descubram no processo de se fazer humanos, espíritos divinos pela purificação de seus sentimentos.Quer que cheguem ao seu estado original de criação, de sermos semelhantes a ele, mas agora, com compreensão. 
Apenas a racionalidade não basta para nos dizer humanos. Justo que, essa não evita cometimentos ao mal. Precisamos associar a essa capacidade o desenvolver da sensibilidade. Sentimentos que transcendam o percebido pelos sentidos conhecidos. Devemos sentir as coisas de forma mais expandida e harmoniosa dentro de nós mesmos.
Eu acredito em Deus pai, em Deus criador de todas as coisas. Mas, mesmo aquele que nele não acredita, acreditando nas coisas que ele fez, nas relações humanas que estabeleceu, indiretamente crê nele. Indiretamente o ama e ama ao seu próximo. E isso, segundo o que escreveram que Jesus disse, nos textos bíblicos, o que eu não duvido. Resume todas as leis e os mandamentos. Portanto, se conclui que, sendo, agindo, sentindo com amor, respeito e bondade a sua vida e a do próximo, pensando e praticando ações de valores condizentes, você crê! Você tem fé!