Eu gostei das tuas colocações apenas
discordo quando “afirma” que não há amor à primeira vista. Então, é o mesmo que
dizer que não há antipatias à primeira vista. Eu já amei a primeira vista, não
pude viver esse amor, nem saber sua intensidade ou se resistiria às forças
externas da alma: o materialismo, o capitalismo e o cotidiano, as grandes calorias
que secam as plantinhas. Mas já o senti, aquele olhar que te puxa e foca o teu.
Aquele olhar que te envolve em encantamentos e vontades de conhecer como única
satisfação do teu prazer, o estar próximo.
Em fim, poderia ficar aqui descrevendo
o “sentimento” puro, ingênuo e sonhador do amor à primeira vista. Mas
escreveria um livro (risos). Retomando: muitos de nós já, não só esbarrou em
seu primeiro amor como esbarrou na jornada da vida com algum indivíduo antipático.
Com alguém o qual nos causasse alguma repulsa ou mal estar sem se quer
conhecer. Aliás, com certeza que jamais teria vontade para isso. Bom, eu até
teria minhas explicações para isso, mas envolveria crenças, daí o assunto seria
uma enciclopédia. Voltemos:
Você nos colocou que o amor “existe em
muitas formas”. Na verdade creio que isso não é coerente. O amor existe de uma “única”
forma. O que ocorre é que, as pessoas o vivem de formas diferentes. De forma
equivocada talvez, achando que ele é um estado físico, certinho e muitas vezes que
têm de ser recíproco, que é dissolúvel. Os
tomam por banalidade ou por uma paixão (forças de atração mais física de que
espiritual), de forma vulgar achando que ele, o amor, é sinônimo de sexo (interação
de prazer corporal entre dois ou mais corpos que pode ou não complementar a
relação de quem se ama, a fim de manifestar emoções internas). O amor é
fraterno e para existir tem de vir de dentro, ser teu e pleno, indefere do
sentir do outro! Amor mútuo é amor de dois, não é o amor. A forma como
conduzimos e vivemos esse amor que muda. Resumindo teu texto nos diz que falta
se preservar e resgatar a sensibilidade humana para suas ações melhorarem. Dar
mais significado aquilo que vivem.
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