Porque que Deus, já que tem poder de organizar, não coloca
só crianças em bons lares e com bons pais ou com pais?
Primeiro queria te dizer que o fato de Deus ter
organizado a vida na terra, quem sabe no universo com sua inteligência, que
comparada a nossa é um átomo (pq desconheço algo menor...rsrs). Não quer dizer
que ele decide as coisas por nós. Quando um bb vai para uma família de lá do
mundo espiritual, não é Deus que determina. Mas sim, o próprio indivíduo que
precisa dessa família para aprender mais, ele poderá ter algo a resgatar, pagar
ou aprender a lidar nessa vida, nessa relação. Exatamente naquela condição que
estão naquele momento. Ou aquela condição já dá a ideia, pelos elos que criou
entre os membros existentes, os caminhos prováveis que irá leva-lo dentro daquele grupo que já lhe era antes compatível. Os trabalhadores espirituais e
divinos, juntamente com esse indivíduo, já preveem resultados para esse
renascimento. Espera-se quando esse bb chegue para essa família tudo de bom, que
ela se limpe dos erros, se sensibilize, se transforme para o bem, para o esforço
pessoal, grupal, para o amor e para as melhoras como indivíduo humano. Por isso
a crença que, a chegada de um bb é sempre uma benção em qualquer lar. Em
qualquer lugar perfeito ou imperfeito.
Em resumo, Deus não decide nada mesmo, ele só permite,
porque há toda uma organização elaborada, para que nós nos aperfeiçoemos. Somos
uma criação ainda inacabada e não por incapacidade do criador, mas por sua vontade.
Criou criaturas a serem desenvolvidas de
formas individuais que devem chegar a si mesmo pelo bulir de suas limitações, prazeres
e satisfações. Que devem se encontrar e compreender por si só e por suas
vivencias no mundo corporal. Que devem aprender a se amarem mutuamente como
única família espiritual de irmãos. No mundo de Deus não há grupos, há um único
grupo de luz, de sabedoria inimaginável por nós e único de irmãos fraternos.
Precisamos entender com a maturação de nossa compreensão esse fator, mas para isso
precisamos nos desprender daquilo que putrifica. Do externo, do que se corrompe, deteriora e
se desfaz com a morte do corpo, ou com a ação do tempo aqui. Considerando apenas
tudo aquilo que de fato permanece em nós, que não nos faz egoísta e materialista.
Não somos aquilo que enxergamos, meros humanos mortais, mas aquilo que sentimos.
Que é quem nos personifica em nossas ações.
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