sexta-feira, 20 de julho de 2012

Me perguntaram:



Porque que Deus, já que tem poder de organizar, não coloca só crianças em bons lares e com bons pais ou com pais?
Primeiro queria te dizer que o fato de Deus ter organizado a vida na terra, quem sabe no universo com sua inteligência, que comparada a nossa é um átomo (pq desconheço algo menor...rsrs). Não quer dizer que ele decide as coisas por nós. Quando um bb vai para uma família de lá do mundo espiritual, não é Deus que determina. Mas sim, o próprio indivíduo que precisa dessa família para aprender mais, ele poderá ter algo a resgatar, pagar ou aprender a lidar nessa vida, nessa relação. Exatamente naquela condição que estão naquele momento. Ou aquela condição já dá a ideia, pelos elos que criou entre os membros existentes, os caminhos prováveis que irá leva-lo dentro daquele grupo que já lhe era antes compatível.  Os trabalhadores espirituais e divinos, juntamente com esse indivíduo, já preveem resultados para esse renascimento. Espera-se quando esse bb chegue para essa família tudo de bom, que ela se limpe dos erros, se sensibilize, se transforme para o bem, para o esforço pessoal, grupal, para o amor e para as melhoras como indivíduo humano. Por isso a crença que, a chegada de um bb é sempre uma benção em qualquer lar. Em qualquer lugar perfeito ou imperfeito.
Em resumo, Deus não decide nada mesmo, ele só permite, porque há toda uma organização elaborada, para que nós nos aperfeiçoemos. Somos uma criação ainda inacabada e não por incapacidade do criador, mas por sua vontade.  Criou criaturas a serem desenvolvidas de formas individuais que devem chegar a si mesmo pelo bulir de suas limitações, prazeres e satisfações. Que devem se encontrar e compreender por si só e por suas vivencias no mundo corporal. Que devem aprender a se amarem mutuamente como única família espiritual de irmãos. No mundo de Deus não há grupos, há um único grupo de luz, de sabedoria inimaginável por nós e único de irmãos fraternos. Precisamos entender com a maturação de nossa compreensão esse fator, mas para isso precisamos nos desprender daquilo que putrifica.  Do externo, do que se corrompe, deteriora e se desfaz com a morte do corpo, ou com a ação do tempo aqui. Considerando apenas tudo aquilo que de fato permanece em nós, que não nos faz egoísta e materialista. Não somos aquilo que enxergamos, meros humanos mortais, mas aquilo que sentimos. Que é quem nos personifica em nossas ações.  

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