quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Fala silenciosa



É insuportável quando se conhece a realidade, mas se é sensível.  Entrega-se e de repente percebe a fala do outro como sopro de vento, que nada te fala. De ti espera a porta abrir, como que se para ele tanto faz, a chuva cair ou o sol raiar. O trem passar e ir, ou nunca mais voltar. ..

Trovões se fazem mesmo sem tempestades para quem é seguro e tem pés no chão. Mas mesmo assim é como nuvens, chove lágrimas de magoa...

Percebe-se que você menospreza a brisa e exalta o vento! E esse vento me diz sem dizer que seus sentimentos são indiferentes aos meus. Só Lamento! 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Perigo da Crítica!


Ao fazer meus trabalhos da faculdade acompanho o pensar de diversos amigos pelas redes sociais, como expectadora. E relâmpagos de reflexões me vem à mente vez ou outra.

Confesso que ando sem paciência nos últimos tempos para os diálogos mais quentes. Não porque tenha desistido dos ricos debates existentes, jamais, debater é algo inato em mim, minha paixão. Mas é que eu, curto interagir, trocar ideias e conhecer a forma pela qual as pessoas pensam. E o que presencio, nos diferentes espaços, tanto virtual quanto real. É que as pessoas apenas querem expor suas verdades, por elas serem coerentes nas suas bases, acreditam que essas devem ser as tomadas por todos. Aqueles que se distanciam dessas verdades passam a ser alvo de críticas. É pelo espírito crítico que elaboramos nossos diferentes conceitos. Mas se respeitamos as diferenças e as compreendemos, seria certo agir assim? 

O certo, o errado, o bom e o ruim no geral são ditados pelas regras e culturas de cada grupo. E a única coisa que por meio dessa base podemos tomar por errado é querer impor nossas verdades. Então, não podemos esperar que, nossas verdades sejam as verdades alheias. Podemos sim, expor o que pensamos por claridade e compartilhemos para quem quiser, e por livre espontânea vontade possa usufruir delas como lhe convir. E é exatamente isso que seria o foco desse meu desabafo.

Assim, o que acaba ocorrendo não é uma troca de ideias, mas, imposições de ideias pelos mais exaltados. Nada é irrefutável, desde que se argumente pelo seu ponto de vista. Até a ciência que é exata nas suas descobertas pode ter seus fundamentos balançados, pelo simples fato de nós alegarmos que, ela é exata até que novas descobertas ocorram e se comprovem da mesma forma que a anterior. Assim, sempre há brechas, pontos de vista diferentes, sem que cada um perca seu valor dentro do seu tempo.

Quem quer trocar ideias, as expõe, debate com os interessados respeitosamente, até que se extraiam todos os questionamentos do assunto. Mas quando esses mesmos que se interessaram e interagiram com suas ideias propõem também as suas exposições e ele ignora. Expondo novamente suas ideias e esperando novamente a participação dos mesmos, num circulo vicioso. Não está ocorrendo uma troca, é imposição de ideias.
O meu intuito nas trocas de ideias é buscar sempre o olhar do outro sobre determinado assunto e o sentido que o formou. Com o objetivo de transformar ou firmar os meus conceitos para compreender o mundo e suas relações. Contribuindo para que todos os envolvidos possam a partir desses debates fazerem novas reflexões sobre as diversidades de interpretações expostas, ou, melhor dizendo, das leituras de mundo particulares de cada um. A partir disso podemos perceber como as reflexões e as elaborações de conceitos acontecem na mente humana.

Não pensem que estudo psicologia, até tenho algumas disciplinas sobre, mas não é (risos) .

Na verdade, todos que curtem filosofar, antes de se pôr a refletir sobre algo, deveriam enveredar na complexidade da mente humana. Na produção de ações que ela realiza, sobre diversas influências geradas pelo aspecto religioso, social, econômico e cultural ao qual ela é exposta, desde o nascimento. E tem quem diga que até mesmo antes de nascer, na concepção, ela já é influenciada em seu processo, pelas sensações vivenciadas pela mãe.

Voltando ao assuntos: críticas:

Ser um indivíduo crítico é fundamental para a formação de uma personalidade equilibrada, ampliada em diferentes saberes, pela busca da compreensão constante, do existir e para que existir. É através da criticidade que se reflete, diferentes sentidos das ideias e se formam conceitos cada vez mais complexos e importantes sobre o mundo, a vida e as coisas dele.  Obtém-se assim, um saber expandido, um desenvolvimento mental constante e progressivo. No entanto, há um risco muito grande nessa ação.
Tenho observado algumas pessoas de pensamentos nobres e fundamentados pela lógica se fecharem em um mundo de críticas perigoso. De tal forma, que não conseguem perceber o quanto estão sendo intolerantes nas suas expressões de liberdades e verdades. Ou, melhor dizendo, se esquecem de algo essencial à autocrítica. Na vida social é preciso compreender que para tudo e em tudo há limites, para que, não venhamos ultrapassar os nossos limites e entrar no espaço e direito do outro.

Desde quando, se instaurou a democracia em nosso país, há muita confusão de interpretação, quando se refere a isso. Embora a democracia nos dar o direito da liberdade de expressão, não nos dá o direito de massacrar o direito de expressão do outro. Não podemos esquecer que todos tem livre arbítrio. Assim, temos de ser respeitosos e cautelosos quando a necessidade solicitar nossas críticas. Ser críticos como tudo nos exige responsabilidades e maturidade intelectual. E isso independe de idade, mas de bom senso. Para quem lê escrituras bíblicas tem algo lá que fala sobre, que seremos julgados com o mesmo peso ao qual jugamos, “mesmo peso mesma medida”, assim, não podemos esquecer de que, quando criticamos também estamos julgando.  Então, sejamos tolerantes, benevolentes e compreensivos ao olhar o nosso próximo e a expressarmos nossas críticas. Tomá-las para refletir é saudável, apenas cuidado para não usá-la no sentido de julgamento. Os passos que nossos olhos enxergam nos outros como falsos podem ser firmes a eles. 
                                                                                   

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre os Alienados Religiosos:


Se pensares bem, diante da posse do livre arbítrio, o número de caminhos que temos na vida, quem determina somos nós mesmos.  Somos donos das nossas escolhas. Não há batalha perdidas, todas as lutas tendo seu fundamento significante é louvável! Sempre ganhamos algo, quando estamos em movimento, mesmo que pelos pensamentos, apenas a inércia dos corações é repudiável!

Nas constantes críticas aos homens religiosos alienados, não esqueçamos, caros amigos, que essas pessoas acreditam naquilo que vivem, infelizmente! Assim como nós! Mas se Deus permite que elas continuem nesse estado se limitando a líderes religiosos que interpretam a fé a seu favor. Subjugadas pela ignorância, é porque essas têm mais a aprender nessa condição que lhe aprisiona as ideias, de que se estivesse em liberdade. Deus permite diferentes caminhos, pois sabe que o objetivo final será alcançado, cedo ou tarde por todos. Mas cada um de nós se identifica em determinado grupo. Na sua bondade e inteligência em relação à vida, há um planejamento e esse acompanha o processo de nosso desenvolvimento humano.  À medida que necessitamos e estamos preparados, somos encaminhados à luz da razão. Para cada indivíduo a carga da cruz é aquela que podemos suportar. Ninguém tem facilidades ou preferências para o Criador. Se há méritos é por merecimento de seu próprio esforço nas existências.  Assim, o ambiente que lhe dá condição de aprendizagem no mundo, deve também ser compatível com o desenvolvimento à capacidade de pensar e de compreensão de cada um. Os irmãos alienados não são capazes de compreender além do que compreendem. Por isso, cada grupo se organiza de acordo com suas tendências. E possuem seu certo e errado, segundo o olhar que compartilham. Isso é fato! Não temos como fazer as pessoas agirem como pensamos ser o certo, mesmo tendo bases irrefutáveis para as nossas teses. Pelo simples fato de que as pessoas veem, percebem as coisas diferentes. Estruturaram-se em um processo de vida diferente. Não é perda te tempo divulgar ideias esclarecedoras sobre a fé. É perda de tempo pensar que essas pessoas se modifiquem apenas por nossas exposições. Continuemos fazendo luz à razão independente se essas chegam a eles ou não. Quando for conveniente Deus se encarregará de lhes mostrar a claridade. Para tudo tem seu momento, e essas determinações não cabem a nós.  Nosso amar a Deus é apenas manter a luz acessa, trazer cegos para a luz é papel do Pai, não dos irmãos.  Na verdade não vivemos nenhum de nós para Deus e sim para nós mesmos, para nossas buscas, pelo nosso olhar as coisas, pela compreensão do mundo, das relações e das coisas dele. Viveremos nós pra Deus quando tivermos serenidade em nossos corações e leveza de espírito para entender que “há muito mais entre o ceu e a terra do que nossa visão alcança...”