Intensificam-se
os movimentos populares nas grandes capitais, e o que temos visto é absurdo! Um
país que quer passar aos outros, perfil democrático, demonstrando atitudes
ditadoras está ficando feio. O fato de haver alguns vândalos entre a população
não pode desmerecer a força das reclamações do povo. Se estes chegam ao ponto
de saírem de suas casas, arriscarem suas vidas, pois no meio de uma multidão
tudo é possível, formar grandes grupos para serem ouvidos, é sinal claro de
insatisfação comum. E se o Brasil é de fato um governo do povo, e o povo clama
uma insatisfação comum, por que seus representantes não os estão ouvindo? Por mais que a mídia mostre alguns pontos estranhos, como abusos da polícia;
manifestantes, tirando o “direito de ir e vir” dos outros, fechando ruas. O
porquê das reinvindicações, que são claras, justas, e para o bem de grande parte da
sociedade brasileira, não estão sendo consideradas, nada falam.
Pelo contrário, dá a entender que está acontecendo uma “baderna de vândalos”, por favor! Não
estamos falando de uma manifestação de guetos (no sentido de pequeno grupo),
estamos falando de movimentos de massa, grande reunião de cidadãos cansados de
esperar vergonha na cara de empresários e de nossos representantes políticos
que não cansam de massacrar seu povo, em prol de seus interesses.
No
meio disso, teremos sempre os aproveitadores, alguns, fazem de fato vandalismo,
seja por estupidez ou, o que não é de se duvidar, pessoas compradas pra
desmoralizar o movimento. Como outros, que trancam totalmente o trânsito,
tirando o também direito do outro de “ir e vir”. Não dá pra reivindicar
direitos suprimindo os dos outros, gente! Esses detalhes são as bases que os poderosos
se apoiam para desmoralizar os movimentos, pensem!
Eu
não tenho perfil de movimentos como esse, e particularmente, não me agradaria
fazer parte e dar minha “cara a tapa” fisicamente. Mas, reconhecendo que o
objetivo, o motivo pelo qual estão se manifestando é para uma maioria e por um
bem comum. Assim, sendo justa a causa, em respeito a ela eu apoio e ajudo nas
divulgações que não são mostradas pela mídia alienadora. Apoiá-los no sentido
de, valorizar a ação, compreendendo, não criticando, dessa forma me reservo o direito em ser respeitada na
minha forma de manifestar meu apoio. Respeitar é compreender! Dizer que respeita mas não entende e descrimina, não é respeito!
Mesmo
tendo uma grande parte da população nas ruas, estes não são todos. Alguns não
gostam como eu, desta forma de manifestar insatisfações, outros não concordam
por verem com diferentes olhares, em fim. Se há uma luta para se respeitar a “vontade
do povo”, não se pode condenar de igual forma os que tomam partido contrário ou
forma diferente de apoio. Fazer isso é contraditório, injusto e desmerece a causa.
Gostaria
de dizer para aqueles que, não vendo os quem o apoia nas ruas com ele, se
revoltam, hostilizam, são ofensivos, intolerantes, extremamente críticos e se
negam a reconhecer o direito à escolha de manifestar-se ou não do outro. “Com o
mesmo peso que julgares será julgado”. A
força, estupidez e todas essas ações citadas, são agressivas. Julgar ruim
a forma diferente de apoio e atacar, não convencerá ninguém a participar do movimento da
forma como querem, pelo contrário, alimentarão ainda mais, os grupos ocultos
que, infiltrados nos movimentos, os desmoralizam diante do todo social. Ao invés
de terem simpatizantes, apoio da opinião pública, terão repúdio e se
caracterizarão sim, como vândalos. Vale lembrar, os números de pessoas que
participam, corpo a corpo desses movimentos, é grande. Mas não é a totalidade,
ou mais que a metade de toda a população brasileira. Cuidado ao tentarem trazer
os outros para a luta! Pois, estes, não justificarão os meios usados com
brutalidade para alcançarem seus fins!
Há algumas pessoas, que estão envolvidas
nos movimentos, se exaltando a tal ponto, que eu desaprovo, pois, estão se
comportando com radicalismo, diante da forma dos outros aderirem às manifestações.
Se quiserem, o respeito, “pela forma como se manifestam”, pois existem outros
tantos meios, que claro, exigiria mais tempo, planejamento, elaboração e diálogo
de massas (coisa que as pessoas não aprenderam a fazer ainda, se comunicar,
pois o respeito, a liberdade, o me ouça, o analise a questão, é exigido sempre do
outro, mas não de si mesmo). “Precisam” acima de tudo, respeitar e pararem de “meter
pau” nos que não estão nas ruas, mas ainda assim estão com vocês.
Lembre-se:
dar ou não, sua “cara a tapa”, foi uma escolha sua,, isso não quer dizer, que
não estejamos do mesmo lado. Só o fato de alguém, tomar partido a favor, e
divulgarem em grande número o apoio aos movimentos de forma positiva, as injustiças
que acontecem, as cobranças para que sejam ouvidos, não for valorizada. A
tendência dos resultados desses movimentos serem menores do que seriam
possíveis, é certo! Porque é tão difícil
de alguns entenderem esse valor.
Bom, só posso dizer uma coisa, sinto muito
pelos exaltados! Na razão do ser humano não pode jamais faltar atitudes de
humildade. Achar que numa luta eu sempre dou mais força, faço mais, dou mais suor que o outro, é
característica dos orgulhosos. E esses dificilmente fazem as coisas para os outros e sim para alimentar seu ego.
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