Os professores do serviço
público em alguns lugares do país estão em greve. Algumas pessoas alegam que,
quando eles fazem o concurso para tal cargo, já sabem tanto do salário, quanto
a condição precária que irão trabalhar. Que só fazem greve e paralisação por
serem "funcionários públicos". E a escola pública deveria ser
privatizada. E eu concordo com o argumento, só não concordo com a conclusão. Temos que
reconhecer, se a educação mudou alguma coisa desde a Revolução Industrial, com
certeza, foi graças a esses movimentos que ocorreram ao longo do tempo, e com
certeza, se não fosse possível ingressar nesse serviço e lutar por sua melhoria
não entrariam. A Educação Infantil
(algumas com nome de creche), por exemplo, ainda seriam apenas locais
de "depósito" de crianças para pais trabalharem. E não é! Muita responsabilidade
e pouca base de apoio. "Ensinar e Educar" as crianças da sociedade,
promovendo o desenvolvimento de todos os seus aspectos humanos, poucos
compreendem tamanho compromisso. Alguns pais, não conseguem dar conta de um,
dois filhos o dia todo apenas compartilhando o espaço. "Dois
professores" "cuidam e educam" quinze a vinte crianças por dia
contribuindo para que se desenvolvam integralmente. Mesmo que educação pública
fosse privatizada, nessas condições atuais, o cargo de professor seria extinto.
Aí sim, seria o caos, pois, se com o apoio dos professores em ação, já é um abandono
das nossas crianças por algumas famílias, o que diria sem. Depois, as escolas
privadas que se prezam, merecem crédito, valorizam seus funcionários, os alunos
e a própria educação com as melhores das metodologias e regras para conduzi-la.
Aos contra o direito de greve dos servidores públicos dos serviços essências.
Lembrem-se, quem ganha dez, vinte mil, trinta mil pra mais por mês, mais as
inúmeras vantagens, são os políticos, e os indicados dos grandes escalões, os
cabides de empregos, que eles criam para garantir seus cabos eleitorais, nos três
poderes do Brasil. Nosso dinheiro dos impostos fica tudo dentro dos próprios
órgãos públicos e servidores "não básicos" com despesas absurdas, que
nós é que pagamos. É isso que era para estar sendo reprovado pela opinião
pública e não a luta de profissionais sofridos pela sua desvalorização e
precariedade de trabalho. Em quanto à saúde, a segurança e educação se sustentam
com quase esmola, os poderosos fazem a festa com a conivência do povo “desinformado”.
O que os professores querem, melhoras a vida deles, a vida dos alunos e,
portanto a educação no nosso país. Vamos ser justos e apoiar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário